Palestra corporativa

Presença: paternidade, masculinidades e o que nos atravessa

Uma palestra sobre cuidado, presença, saúde emocional e os modos como os homens aprendem a estar no mundo.

Duas crianças caminhando de mãos dadas em um espaço de feira, com a palavra cuidar sobreposta.

A paternidade costuma ser tratada como um tema íntimo, familiar ou restrito aos pais. Mas ela também pode abrir uma conversa mais ampla sobre cultura, trabalho, liderança, cuidado e masculinidades.

Esta palestra parte de uma pergunta central:

Como os homens aprendem a estar no mundo?

Sobre a palestra

Presença: paternidade, masculinidades e o que nos atravessa usa a paternidade como porta de entrada para uma conversa sobre cuidado, presença, saúde emocional, corresponsabilidade e cultura organizacional.

A partir de uma história de adoecimento, luto, paternidade solo e reconstrução do cuidado, Rafael Stein propõe uma reflexão sobre o que muitos homens aprendem — e deixam de aprender — sobre sentir, cuidar, pedir apoio, dividir responsabilidades e sustentar vínculos.

A experiência pessoal não aparece como exemplo individual isolado, mas como caminho para revelar estruturas: socialização masculina, ausência de repertório de cuidado, solidão, autossuficiência e dificuldade de pedir ajuda.

Imagem escura de um homem trabalhando à noite, com as palavras resolver, prover e aguentar sobrepostas.

Por que levar esta conversa para uma organização

Empresas são feitas de pessoas. E pessoas levam para o trabalho seus aprendizados sobre força, vulnerabilidade, cuidado, conflito, escuta, responsabilidade e presença.

Quando falamos de paternidade, não estamos falando apenas de pais. Estamos falando de tempo, vínculo, disponibilidade, saúde emocional, políticas de cuidado, flexibilidade, corresponsabilidade e cultura organizacional.

A palestra ajuda a ampliar o debate do Dia dos Pais para além da homenagem, propondo uma reflexão mais profunda sobre o papel dos homens no cuidado e sobre como as organizações podem apoiar culturas mais humanas, responsáveis e sustentáveis.

Eixos da conversa

Masculinidades aprendidas

Como homens são educados para performar força, controle, autossuficiência e disponibilidade permanente.

Paternidade e cuidado

Paternidade como presença concreta, prática cotidiana, vínculo e estrutura de cuidado.

Vulnerabilidade e ajuda

A dificuldade masculina de pedir apoio, reconhecer limites e construir relações de confiança.

Cultura organizacional

Como padrões de masculinidade entram na liderança, na colaboração, na saúde emocional e no trabalho.

Para além do Dia dos Pais

A proximidade do Dia dos Pais pode abrir uma porta importante para essa conversa. Mas o tema não se esgota na data.

Falar de paternidade dentro das empresas é falar também sobre como homens participam ou se ausentam do cuidado, como lidam com trabalho e casa, como aprendem a pedir ajuda, como ocupam posições de liderança e como influenciam a cultura emocional dos ambientes onde estão.

A pergunta não é apenas: “como os homens exercem a paternidade?”. A pergunta é maior: como os homens aprendem a estar no mundo — e como esse aprendizado impacta o trabalho, a liderança e as relações?

Cozinha à noite com uma panela sobre a bancada e a pergunta o que eles vão comer sobreposta.

Percurso narrativo

A palestra começa com uma história pessoal. Antes de tudo mudar, havia a vida acontecendo: trabalho, entregas, prazos, filhos, casa, responsabilidades e a sensação de estar presente, mas nem sempre inteiro.

Depois, a vida muda de direção. A experiência do adoecimento da Micaela, esposa de Rafael, e da paternidade solo após sua morte abre uma reflexão sobre perda de controle, ausência de repertório de cuidado, solidão masculina e tentativa de dar conta de tudo sozinho.

A partir dessa travessia, a palestra nomeia estruturas maiores: a socialização masculina, a armadura da autossuficiência, a dificuldade de pedir ajuda, a caixa dos homens e os modos como esses padrões aparecem também no trabalho.

Cuidado como prática

Uma das passagens centrais da palestra aparece em uma pergunta simples: “o que eles vão comer?”

A pergunta marca uma descoberta importante: amar e cuidar não são exatamente a mesma coisa.

Cuidar é também preparar comida, organizar rotina, escutar, levar à escola, acompanhar uma febre, reconhecer limites, pedir apoio, dividir responsabilidades e estar disponível de verdade.

Cuidado não é apenas intenção. É prática, tempo, presença e estrutura.

O que muda no trabalho

Quando homens ampliam seu repertório de cuidado, presença e vulnerabilidade, não muda apenas a vida familiar.

Muda também a forma como lideram, escutam, lidam com conflitos, reconhecem limites, pedem ajuda, dividem responsabilidades e participam da construção de culturas menos adoecidas, menos rígidas e mais corresponsáveis.

Cultura organizacional também é feita daquilo que os homens aprenderam a esconder.

Para quem é

Empresas Lideranças RH DEI Grupos de afinidade Comitês de diversidade Programas de saúde emocional Ações de Dia dos Pais Pais, mães e cuidadores

Formato

Tipo

Palestra corporativa

Duração sugerida

45 minutos + bate-papo

Aplicações

Dia dos Pais, semanas de cuidado, saúde emocional, programas de paternidade, DEI, liderança e cultura.

A palestra pode ser adaptada ao contexto da organização, ao momento institucional e ao tipo de público presente.

Resultados esperados

Ao final da palestra, a proposta é que o público saia com novas perguntas sobre presença, cuidado e masculinidades.

Reconhecer

A relação entre masculinidades, cuidado e cultura organizacional.

Ampliar

A compreensão sobre paternidade como cuidado e corresponsabilidade.

Identificar

Como padrões de masculinidade impactam liderança, colaboração e saúde emocional.

Levar

Perguntas práticas para a vida, para as relações e para o trabalho.

Quem conduz

Rafael Stein é pai da Maria Clara e do Francisco, escritor, facilitador e consultor. Atua com palestras, workshops, grupos e projetos sobre masculinidades, paternidade, luto, cuidado, saúde emocional e cultura.

É TED Speaker, participante da primeira temporada de Queer Eye Brasil na Netflix e autor da newsletter do Depois, onde escreve sobre luto, cuidado, paternidade e as formas de seguir vivendo depois que a vida atravessa.

Leve esta conversa para sua organização

Paternidade pode ser mais do que uma data no calendário. Pode ser uma porta para conversar sobre presença, cuidado, masculinidades, saúde emocional, liderança e cultura organizacional.

Leituras relacionadas