antes dos homens, os meninos.
o projeto meninos nasce de uma pergunta:
como os meninos estão aprendendo a existir no mundo?
parte do que aparece mais tarde começa muito antes.
projeto meninos
antes dos homens, os meninos.
o projeto meninos nasce de uma pergunta:
como os meninos estão aprendendo a existir no mundo?
parte do que aparece mais tarde começa muito antes.
o que vemos hoje
as escolas já estão lidando com isso.
meninos com dificuldade de lidar com emoções, conflitos que não se aprofundam, comportamentos agressivos ou desregulados.
temas importantes aparecem — mas muitas vezes de forma pontual.
o desafio não é reconhecer o problema.
é como trabalhar com ele.
contexto
a lei nº 14.164/2021 estabelece a obrigatoriedade de trabalhar a prevenção da violência contra a mulher no currículo escolar.
isso amplia o papel da escola na formação de relações mais respeitosas desde cedo.
mas muitas vezes falta método, formação e sustentação para esse trabalho.
origem
trabalhando com homens ao longo dos anos, foi ficando difícil não voltar o olhar para trás.
para a infância. para os primeiros silêncios. para o que começa a ser ensinado cedo — muitas vezes sem palavra, mas já em forma de regra.
o projeto meninos nasce desse retorno.
nossa leitura
a socialização masculina começa cedo.
muitos meninos aprendem que:
não podem demonstrar fraqueza,
precisam ser fortes o tempo todo,
sentem coisas que não sabem nomear.
sem espaço, isso não desaparece.
só muda de forma.
como funciona
não é uma ação pontual.
é um processo.
diagnóstico → sensibilização → formação → trabalho com meninos → sustentação
fundamentação
esse trabalho não nasce do zero.
ele se apoia em três pilares que se complementam — teoria, escuta e prática.
a base conceitual vem do trabalho de paul kivel, autor de trabalho dos homens, que investiga como a socialização masculina começa na infância e molda a forma como meninos aprendem a existir no mundo.
é também desse campo que vem o conceito da caixa dos homens, que ajuda a compreender como muitas regras sobre força, silêncio, dureza e controle começam cedo.
os dados e a escuta vêm do próprio projeto meninos do instituto pdh, que reúne percepções, pesquisas e experiências com meninos em diferentes contextos.
e a metodologia se constrói a partir dos grupos reflexivos — espaços guiados de conversa, escuta e elaboração, já aplicados com homens adultos e aqui adaptados para a realidade das escolas.
etapas
diagnóstico
começamos entendendo a realidade da escola a partir de alunos e educadores.
sensibilização
abrimos o tema com a comunidade escolar.
formação
aprofundamos o trabalho com educadores e responsáveis.
trabalho com meninos
criamos espaços de escuta e reflexão com foco em emoções, relações e identidade.
sustentação
acompanhamos, avaliamos e consolidamos o processo.
abordagem
não atua apenas no comportamento.
atua na origem.
combina base conceitual, escuta e metodologia prática.
não é uma ação isolada.
é um processo contínuo.
começar
podemos começar com um piloto.
um grupo, um ciclo reduzido, uma primeira leitura da escola.