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quem é Rafael Stein, do Queer Eye Brasil?

Rafael Stein participou do segundo episódio da primeira temporada de Queer Eye Brasil, série da Netflix lançada em 2022.

No episódio, sua história apareceu a partir de um momento de reconstrução: a vida depois da morte de sua esposa, Micaela, a paternidade da Maria Clara e do Francisco, a casa, o luto e a tentativa de seguir cuidando enquanto também precisava aprender a ser cuidado.

Mas Rafael Stein não é apenas “o Rafael do Queer Eye Brasil”.

Essa foi uma parte pública de uma história maior.

Hoje, Rafael é facilitador e escritor.

Seu trabalho atravessa masculinidade, paternidade, luto, cuidado, presença e grupos de homens.

Atua em conversas, palestras, workshops e processos de escuta voltados a homens, organizações, escolas e projetos sociais.

A participação em Queer Eye Brasil tornou visível uma travessia íntima: a de um homem jovem, viúvo, pai de duas crianças, tentando reorganizar a vida depois de uma perda.

O episódio mostrou uma casa em transformação.

Mas, por trás da casa, havia algo mais profundo: uma conversa sobre cuidado.

Quem cuida de quem cuida?

O que acontece quando um homem passa anos tentando sustentar tudo e, de repente, precisa admitir que também precisa de amparo?

Essas perguntas continuaram depois do programa.

Elas atravessaram a escrita.

Atravessaram a paternidade.

Atravessaram os grupos.

E passaram a fazer parte do trabalho que Rafael desenvolve hoje.

Em seus textos, ele escreve sobre o que acontece depois que a vida sai do lugar: o luto, a rotina, a saudade, a casa, o cuidado com os filhos, a memória e as formas possíveis de continuar.

Em seu trabalho com homens, Rafael parte de uma escuta concreta: muitos homens sentem, mas não sabem dizer.

muitos sofrem, mas não encontram espaço.

muitos cuidam, mas não sabem receber cuidado.

Por isso, sua trajetória conecta experiência pessoal e atuação coletiva.

O que apareceu na Netflix como uma história individual se tornou parte de uma investigação maior sobre como os homens vivem suas perdas, seus vínculos, suas paternidades e suas formas de presença no mundo.

No site, a página Rafael Stein no Queer Eye Brasil reúne vídeos, imagens e reflexões sobre o episódio.

Mas a continuidade dessa história aparece também em outros caminhos:

nos textos sobre luto masculino;

nas reflexões sobre paternidade e cuidado;

no trabalho com grupos de homens;

e nos processos com organizações, escolas e projetos que desejam abrir conversas sobre masculinidade, cuidado e presença.

Rafael Stein participou do Queer Eye Brasil.

Mas o que veio depois do episódio é o que sustenta seu trabalho hoje.

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